iTunes no Brasil?

Junho 13, 2008

Opa, opa, opa! Não bastasse ouvir que a Apple vai lançar no Brasil o iPhone 3G (a ponto de falar sobre o lançamento na newsletter que manda pro povo), boatos que vem aí o iTunes Music Store. Mas antes de você ficar todo alegrinho e já querer apostar, vão alguns dados pra você não perder na mesa de bar:

  • O Brasil demorou demais para entrar na onda de venda de música pela internet. Quando todo mundo já tinha o Kazaa, o eMule ou mesmo o jurássico Napster e já sabia tirar o máximo desses programas toscos, começaram a pensar em vender MP3. Aí você tem a coisa de graça. E vem alguém querendo cobrar. Rola?
  • Mesmo assim, o mercado de venda de música na internet movimentou 24,5 milhões de reais no ano passado. É grana pra caramba, mas isso representa apenas 8% da movimentação do setor fonográfico. A gente pode não vender CD, mas DVD…
  • Desses 24,5 milhões, 18,54 foram em vendas por celular. Isso seria 75% das vendas. Três quartos. Hmm… iTunes, iPhone, 3G, wi-fi… Tem uma equação boa rolando aqui.
  • A modernização da lei brasileira é mais lenta que internet discada em sábado à noite de 1999. Por isso, a questão de direitos autorais emperra a velocidade dos lançamentos. Pelo menos os títulos internacionais estão a salvo. E DRM então, nem pensar. iPod ainda é artigo de luxo por aqui – é só olhar no metrô pra ver como pipocam players da marca Soneca (sic).
  • E por falar em acesso discado, banda larga ainda não é um senso comum no Brasil. Do fim de 2006 para o fim de 2007, o número de assinantes aumentou em 31,37%. Um nível bom, mas isso totaliza 7.477 assinantes, um décimo dos Estados Unidos, um quarto do Japão e pouco menos que a metade da Alemanha. Dá pra chamar de mercado?
  • Dá. Pelo menos se considerar os celulares. O relatório da CIA mostra que o Brasil tinha quase 100 mil aparelhos em 2006, pouco menos que o Japão.
  • Mas aí tem as empresas de cartão de crédito, que querem ganhar comissão alta.
  • E você, pagaria 2 reais por UMA música?

Uma resposta para “iTunes no Brasil?”

  1. Edu Camargo disse

    A única coisa que eu vejo interessante é a Amazon liberar seu serviço de MP3 para seus clientes brasileiros. É a única coisa que não está restrita a uma marca, um jukebox e a um player. É a única coisa que podemos chamar de multiplataforma. É a única coisa que podemos dizer que foi feita para todos, em se tratando de compra de músicas provenientes das quatro grandes gravadoras. Daí eu não pagaria por uma música, mas pelo álbum de um artista que eu gosto muito. A iTunes store pode ser a melhor que existe hoje ao redor do mundo, mas ainda prefiro comprar CDs e digitalizar eu mesmo os álbuns, no formato que eu quiser, na qualidade que eu quiser, já que isso não é segredo pra ninguém. E eu detesto ser marginalizado. Sim senhor, é isso que as gravadoras forçam UOL, Terra, Apple e qualquer outra loja no mundo a fazer. Aplicar segredos que definem por conta própria, se você é do bem ou não e se você merece que o conteúdo seja exibido em seu computador. Quero mais é que o Brasil recorra à música independente e construa um futuro melhor para a música, pois atualmente essa parece ser a única alternativa de a música sobreviver.

    Deus salve a música!

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